G

queriasentir:

a única coisa que eu ainda consigo querer esperar

de tudo isso é

uma absurda necessidade de querer estar bem de verdade

esqueciam:

“Todo mundo vai te decepcionar, sabia? Sua mãe, seu pai, seu marido, sua amiga, seu vizinho. Todo mundo um dia vai fazer uma merda federal e ferrar com tudo que você sonhou. A gente tem tantos sonhos, tantas verdades floridas e bonitas. Meu Deus, como eu queria uma vida cheia de cor. Meu Deus, como eu queria uma realidade mais doce. Mas não. A vida é meio amarga, azeda, meio de verdade. Isso assusta, mas a gente precisa ser forte.”

Clarissa Corrêa. 

incorpora:

a gente nunca sabe o efeito que a gente causa na vida do outro
as vezes pode ser nuvem passageira
as vezes pode ser furacão.

tragueisaturno:

no fim das contas, eu entendo a tua ida, eu também fui, várias e várias vezes. queria ler mais nas esquinas sobre essa certa “solidão” que bate quando você não perde só um relacionamento amoroso, como o de amizade. se me perguntassem o que eu queria de nós eu diria a leveza das conversas banais num domingo bem meia boca. e agora só vem esse cheiro de poeira e coisa guardada. ainda bem que você não me lê, porque na realidade nenhuma dessas palavras vale a pena. não temos mais quinze anos e nada mais é avassalador que valha a nossa paz. nossas versões adultas não cabem num mesmo espaço. é isso. torço por ti daqui de longe. sem engasgos por não ter dito mais.

japa-pervertida:

Imagina ela nua dizendo que é tua

poesiaemser:

acho que uma parte de mim vai estar sempre em transformação, eu vivo em busca de mais.

refloreou:

“Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.”

Fabrício Carpinejar.  

Abraça a minha inconstância. Sussurra-me teu bem querer, demonstra-me profundidade, quando tudo que vejo é falso e superficial. Me cuida no cansaço, na falta de fé, no desânimo, no resfriado. Me salva mesmo quando não tem certeza que posso ser salva. Me faz de lar, mesmo que me bata o desejo de fuga as vezes, mesmo eu sendo andarilha, planta em mim o desejo de voltar, de ficar. Acaricia minha tez indócil. Desafia minha alma duvidosa, me prova quando estou errada, cala minha língua afiada, acaricia-me com a sua. Me fode até o silêncio e recomeça me amando com calma. Aconchega minha alma felina, faz meu corpo ronronar junto ao teu peito, saciado e cansado por todos os motivos certos. Tira a roupa e me atira amor. Me ame nu, me ame nua, abraça-me.
Nanda Marques.