a única coisa que eu ainda consigo querer esperar
de tudo isso é
uma absurda necessidade de querer estar bem de verdade
“Todo mundo vai te decepcionar, sabia? Sua mãe, seu pai, seu marido, sua amiga, seu vizinho. Todo mundo um dia vai fazer uma merda federal e ferrar com tudo que você sonhou. A gente tem tantos sonhos, tantas verdades floridas e bonitas. Meu Deus, como eu queria uma vida cheia de cor. Meu Deus, como eu queria uma realidade mais doce. Mas não. A vida é meio amarga, azeda, meio de verdade. Isso assusta, mas a gente precisa ser forte.”— Clarissa Corrêa.
a gente nunca sabe o efeito que a gente causa na vida do outro
as vezes pode ser nuvem passageira
as vezes pode ser furacão.
no fim das contas, eu entendo a tua ida, eu também fui, várias e várias vezes. queria ler mais nas esquinas sobre essa certa “solidão” que bate quando você não perde só um relacionamento amoroso, como o de amizade. se me perguntassem o que eu queria de nós eu diria a leveza das conversas banais num domingo bem meia boca. e agora só vem esse cheiro de poeira e coisa guardada. ainda bem que você não me lê, porque na realidade nenhuma dessas palavras vale a pena. não temos mais quinze anos e nada mais é avassalador que valha a nossa paz. nossas versões adultas não cabem num mesmo espaço. é isso. torço por ti daqui de longe. sem engasgos por não ter dito mais.
acho que uma parte de mim vai estar sempre em transformação, eu vivo em busca de mais.
“Minha avó dizia: para ser feliz, a gente não precisa sair do lugar, a gente tem que ser o lugar.”—
Fabrício Carpinejar.

